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Regras Fundamentais para os Filhos desta casa


Regras dentro de uma Casa de Santo

As regras dentro de uma casa de Santo são um ponto subjectivo pois, cada casa ou dirigente aplica as suas próprias normas de conduta moral, espiritual e religiosa.

Criticar esta ou aquela casa, por fazer isto ou aquilo, é uma forma paradoxal de emitir juízos de valor pois, por isso é que existem vários centros espíritas e terreiros por todo o lado. Para a pessoa ou filho de fé escolher a casa ou terreiro onde se sente melhor, gosta das normas e se sente realizado. Claro que, por vezes, no princípio, tudo são rosas e só depois se vem os espinhos.

Mas, a verdade vem sempre ao de cima e cabe a todos nós, filhos de Deus, escolher o caminho que nosso coraçao dita.

Existem pessoas que saiem de um terreiro e vao para outro, com o intuito de modificar as regras já impostas antes da sua chegada. Pode até causar distúrbios mas, com perseverança e pulso firme da parte dos mais velhos na casa, talvez as coisas se invertam e acalmem.

No fundo, devemos ter paciencia com todos, manter a calma, estimular a uniao sincera com seus irmãos e respeitar o próximo no que diga respeito às suas necessidades materiais e espirituais.
É fundamental saber tratar as pessoas com cordialidade, amabilidade e gentileza, evitando com habilidade qualquer abuso dos mesmos dentro do Terreiro.


ALERTAS À CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL E COLECTIVA


  LEI DA CAUSA E EFEITO

Longe de nós querermos julgar e criticar especificamente esta ou aquela pessoa dentro ou fora do povo de Santo, pois, sabemos bem que somos pequenos em relação ao grande Cosmos que nos circunda.

Grandes sim, são os Mestres Espirituais que doutrinam, ensinam, avaliam e castigam todos nós quando tem que o fazer para nos chamar à atenção e, tentar que nós próprios aprendamos os valores morais e sociais que nos farão evoluir ou não, consoante o livre arbítrio e moral de cada um. Doa a quem doer mas, esta é a verdade!
Antes de mais, queremos chamar a atenção para a lei de causa e efeito nos vários trabalhos de magia que existem. Referimos a Magia Negra, dependendo do intuito com que se faz, tanto para um consulente como para proveito próprio. Neste tipo de magia dever-se-à avaliar se gostaríamos que alguém nos fizesse a mesma coisa pois, a Máxima “NÃO FAÇAS AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIAS QUE TE FIZESSEM A TI!” responde a isso mesmo. A magia até pode resultar e causar transtornos à vítima injustiçada. Porém, com sorte e/ou proteção divina da pessoa vitimada, poderá ou não haver o retorno imediato para quem lhe tenha feito esse mal. Muitas vezes, o retorno não é imediato, pode-se pagar nesta terra ou para onde, lá em cima, seja o nosso lugar. Mas o retorno, esse é certo, cedo ou tarde, sempre virá!
Contudo, nem tudo é resultado de magias ou de Karma acumulado nesta ou em outras vidas passadas. Por vezes, sofremos provas difíceis para podermos colmatar os erros do passado e crescer espiritualmente com duras provas, a fim de progredirmos na escala evolutiva.

Enfim, há que saber averiguar o que é kármico, natural ou o que é resultado de magias contra a pessoa em questão. E para isso, há que consultar alguém experiente e honesto que o consiga desmistificar, pois em certos casos, nada mais há a fazer do que uma consulta, ou de Búzios ou com um guia espiritual de luz e esclarecido.

Mas a fé é a última a morrer e o que uma pessoa analisa pode ser o inverso de outra. Só o nosso coração pode decidir, e a escolha sempre é pessoal, independentemente do que o conselheiro averigue e comunique!

  OS CORREDORES DE GIRAS
  
Atribuímos este nome àquelas pessoas que não se firmando em terreiro nenhum, buscam aprender aqui e acolá, afirmando que querem fazer obrigação e, até podem realizar alguma, em cada terreiro que passem...mas, de repente, somem como fumaça.

Talvez por orgulho ou vaidade da sua mediúnidade, não se humildam nem cumprem os seus deveres num terreiro, o tempo necessário para desenvolverem espiritualmente as suas faculdades mediúnicas. Quando saem de um terreiro por quererem tentar impor as suas regras e não conseguirem, falam cobras e lagartos do Pai ou Mãe Espiritual em questão, colocando todas as culpas neste, naquele e no outro dirigente, esquecendo-se que todos somos pecadores e mortais. Portanto errantes. E se, os Pais de Santo podem errar, algumas pessoas das quais nem sequer se podem chamar filhos de santo, também erram! Pois, nem cumprem com rigor as obrigações do santo como deve ser, e na segurança de suas casas, tratam seus amigos e familiares próximos, propagando que já estão no santo há muito tempo e que são muito desenvolvidos. E vendo melhor, se envergonham de bater cabeça perante todos, num terreiro e só o que gostam de fazer é criticar e apontar todos os Pais e Mães de Santo por onde passaram e que, com toda a razão, não os deixaram impor as suas vontades.

Não quer dizer que estas pessoas não sejam possuidoras de uma boa mediunidade, com um bom canal de entrada espiritual.O problema está em não quererem realizar as obrigações das camarinhas e outras demais, mas sempre quererem saber e participar em todas as funções que digam respeito aos Filhos que tenham os seus fundamentos em dia e que sejam da alta confiança dos dirigentes.

Não confundir com aquelas pessoas que são filhos de santo de facto de algum sacerdote, realizando lá as suas devidas obrigações, mas cumprindo e desenvolvendo-se num outro terreiro, por motivos monetários e de distancia geográfica. Sempre com as devidas autorizações e conhecimento de ambos os sacerdotes do culto.

Achámos por bem informar e esclarecer sobre este assunto, pois infelizmente estas pessoas tendem a denegrir o nome de toda a comunidade religiosa por onde passam, em vez de, já que “gostam”tanto da Umbanda, tentar levantar todos unidos a Bandeira como uma Irmandade!

  O LEGADO DOS DIRIGENTES UMBANDISTAS
  
Este é um tema bastante polémico mas de séria importância e fulcral debate. Nem que seja debate interior, confrontando nossas ténues consciências!

Ressaltamos que, todos nós estamos sujeitos a toda a ordem de tentações. E quanto maior for a graduação espiritual, maior é a força das insolentes tentações. Até nosso Mestre Jesus foi inúmeras vezes tentado. Como poderemos nós, seus pequeninos discípulos, não o ser se nosso grande Mestre não se livrou das duras provas?

Não nos cabe o direito de criticar ou julgar ninguém. No entanto, como poderemos lutar pelo crescimento moral e físico da Umbanda se não tocarmos nos espinhos mais aguçados de nossa querida e amada religião?

O posto do dirigente espiritual Umbandista é extremamente cobiçado. Muitos irmãos, simples assistentes ou médiuns noviços em desenvolvimento, pretendem logo chefiar um terreiro e chegam, inclusivamente, a criá-lo. São, em grande parte, membros de outros terreiros mais antigos que se rebelam contra seus dirigentes e saem, aventurosos de um espiritualismo prático, sem armas de defesa ou experiência, nem formação sólida.

Então acontece que, os erros anteriormente criticados são repetidos. Surgem todo o género de confusões. Surgem as intrigas dos bastidores espíritas até que, os próprios guias iluminados, encontrando várias dificuldades para a propagação da sua obra, delicadamente se retiram...

Dirigir um terreiro significa chefiar, guiar, orientar, aconselhar, confraternizar e elucidar. Contudo, como alguém poderá dirigir ou conduzir seu semelhante se, nem averigua a sua própria conduta moral e espiritual?

Como chefiará o indivíduo que não soube, não pretendeu obedecer e só teve para com seu chefe, palavras de crítica, de confronto e arrogância? Não soube ouvir as repreensões e chamadas de atenção de seu superior hierárquico! Como aconselhará seus seguidores se, nem ele próprio respeitou os conselhos dos mentores, confiando exclusivamente na sua razão alucinada? Como irá dirigir seu barco se desconhece os mares tenebrosos pelos quais se aventura?

Todos nós temos consciência e, para decifrar certos valores morais, deveremos colocar nossa mão direita na mesma e meditar profundamente, como se tivéssemos um espelho.

Para aqueles que, mesmo assim, não compreenderam, pensem na vida depois da morte( na literatura existente). Se repararem existem vários grupos espirituais, escalões de desenvolvimento , etapas a atingir, testes a ultrapassar, mestres, grão-mestres e toda uma quantidade de espíritos, uns superiores, outros inferiores e de idêntico grau de evolução. Mas, para evoluirmos temos que respeitar nossos mestres, tentar ultrapassar as provas, saber respeitar nossos semelhantes para, também, começarmos a mestrar nossos discípulos espirituais, numa luta constante de evolução e melhoramento da escala espiritual.

Sem organização, sem respeito mútuo, sem união, sem disciplina, sem hierarquia, nem uma direção temporal bem vocacionada, jamais se chegará a fazer jus ao título de filhos de fé, irmãos de Umbanda.

Sabemos que somos todos pecadores e mortais mas, mesmo assim, nossa consciência empurra-nos para alertar e divulgar estes aspetos que muito pouco são questionados!

Com Fraternidade,

       Pai Alvarinho de Ogum

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